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Herpes Oral

ATENÇÃO!
  • Um médico deverá ser consultado sobre todos os detalhes desta doença. Mesmo os já descritos abaixo.
  • Opiniões médicas sobre como tratar a doença podem variar. Se achar necessário, consulte mais de um médico.
  • Sempre siga as indicações dos médicos e das bulas.
  • Não tente se automedicar.


O que é herpes?

Herpes é uma comum e às vezes recorrente condição da pele causada por um vírus: o herpes simplex (ou herpes simples). Este vírus pertence a uma família de vírus do herpes da qual também fazem parte o vírus Epstein-Barr, que causa a mononucleose infecciosa, e o vírus varicela-zoster, causador da catapora. Apesar de pertencerem à mesma família, um vírus separado do outro, portanto, ter um deles não significa ter o outro. No caso do herpes simplex, na maioria das vezes, as infecções não são reconhecidas e nem diagnosticadas.

Existem dois tipos de herpes simplex: tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2). Ambos podem causar herpes oral, no rosto e nas genitais. No entanto, a maioria dos casos de herpes oral é causada pelo HSV-1 e a maioria dos casos de herpes genital são causados pelo HSV-2.
    

Herpes oral é comum?

Cerca de 50 a 80 por cento da população adulta têm herpes oral, assim como cerca de 90% da população acima dos 50. A maioria das pessoas contrai herpes oral quando criança através de beijos de amigos e parentes        

Como uma pessoa contrai herpes oral?

O herpes oral é transmitido através do contato direto entre a região externamente infectada pelo vírus e a região mucosa do corpo (como a boca e as genitais). O herpes também poderá ser transmitido quando não houver sintomas presentes. Há vários dias no ano quando o vírus é reativado sem causar sintomas (reativação assintomática).

Se uma pessoa está sentindo sintomas orais, é recomendado não ter contato com sexo oral ou beijar pessoas diretamente na boca até que os sinais desapareçam e a pele volte ao normal. Como a maioria dos adultos tem herpes oral,  nós não recomendamos que uma pessoa pare de dar e receber afeto entre as recorrências (período em que não há sintomas) simplesmente porque tem herpes oral. No entanto, usar preservativos durante o sexo oral pode reduzir dramaticamente a possibilidade de transmissão do vírus, mesmo que não existam sintomas aparentes.

Fazer sexo oral em alguém com herpes genital pode ocasionar em herpes oral, mas isto é raro. A maioria dos casos de herpes genital é causada pelo vírus HSV-2, o qual raramente afeta a boca ou o rosto.
     

O que acontece quando o herpes entra no corpo?

Uma coisa que distingue as viroses da família herpes de outras viroses é a latência. Herpes simplex e outros tipos de herpes têm um jeito de criar uma pequena, mas permanente, colônia de partículas virais dentro do corpo. Esta colônia normalmente está inativa (dormindo), mas ela persiste por toda a vida.

É assim que funciona: uma vez que o vírus se aloca, começa a se multiplicar (criar cópias de si mesmo) a se espalhar. Isto pode levar a uma variedade de sintomas e sinais, desde reações sutis que passam de irreconhecíveis a doenças graves. Assim o corpo humano responde, através de seu sistema imunológico, que irá reconhecer e combater a disseminação do vírus.

Havendo sintomas severos ou não, o vírus irá permanecer no corpo. Para evitar o sistema imunológico, o HSV irá se recolher dentro da ramificação nervosa, encontrando abrigo em um nervo chamado gânglio. Nos casos de herpes genital, o HSV se recolhe no gânglio sacral, localizado na base da espinha dorsal. No caso do herpes oral, o vírus se abriga no gânglio  trigeminal, no topo da espinha. Dentro dos gânglios, o vírus se mantém inativo por períodos indeterminados de tempo.

O fenômeno da latência, é similar ao ciclo do sono. Em essência, o vírus retorna a seu refúgio e adormece, às vezes por longos períodos. Infelizmente, enquanto o vírus está inativo, vários eventos biológicos podem causar sua ativação (despertar), o que faz com que ele comece  a viajar pela ramificação nervosa de volta à pele. Lá ele pode causar sinais e sintomas novamente, apesar de nem sempre ocorrerem.A frequencia com que o virus “acorda” é uma pergunta complicada. Costumava-se pensar que suas recorrências eram marcadas pelos sintomas – irregularidades na pele, como lesões ou bolhas, por exemplo, ou outros tipos de sintomas como coceira. Foi então que pesquisadores descobriram que o vírus poderia voltar à atividade sem demonstrar sintomas ou sinais notáveis. Este fenômeno possui vários nomes, aqui iremos chama-lo de reativação assintomática, e no caso da transmissão chamaremos de transmissão assintomática.

A reativação assintomática se aplica às seguintes situações:
  1. Algumas lesões não são percebidas por se localizarem em lugares que nunca olhamos ou que não podemos ver;
  2. Algumas são confundidas com outra coisa – um pelo encravado, por exemplo;
  3. Algumas simplesmente não podem ser observadas ao olho nu.
A questão é que, quando o herpes acorda e viaja até a superfície da pele ou das membranas mucosas, muitas vezes o faz de maneira sutil e difícil de reconhecer, mesmo para um médico, e às vezes impossível de enxergar. Além disso, mesmo que você seja uma pessoa com recorrências e consiga identificar os sinais e sintomas, algumas vezes você não saberá que o vírus está ativo.         

Sinais e Sintomas

Enquanto que os sintomas do herpes oral normalmente aparecem nos lábios ou ao redor deles, nem sempre o vírus estará limitado àquela região. Para alguns, os sintomas podem aparecer no lábio superior ou acima dele, no nariz ou dentro dele, na bochecha ou no queixo. Nestes casos, o herpes é referido como herpes oral-facial.

Herpes oral tipo 1 é muito comum, com muitas pessoas o adquirindo durante a infância ou na adolescência. Você provavelmente já presenciou alguém com uma recorrência  de herpes oral.
        

Primeiro Episódio

A primeira infecção de herpes oral pode ser muito similar à primeira infecção de herpes genital quando se trata de sintomas. Durante o primeiro episódio, lesões podem se transformar em bolhas. Feridas também podem aparecer dentro da boca e na garganta, e os nós linfáticos no pescoço podem inchar.

Apesar de seus sintomas parecerem com os de herpes genital, os do herpes oral podem ser bem fracos e passarem despercebidos. Sintomas sutis podem facilmente ser confundidos com outras condições da pele, como uma afta, picada de inseto, acne, etc.
    

Recorrências

Pelo menos um quarto das pessoas com herpes oral sofrem recorrências. Isto varia de pessoa para pessoa. As lesões podem aparecer como uma bolha, várias bolhas ou como ferida. É possível que a recorrências envolva apenas os sintomas sutis descrevidos acima.

Os sinais e sintomas de um episódio recorrente tendem a durar de 8 a 10 dias em média. As bolhas e as feridas normalmente secam durante a fase de cicatrização. Se o primeiro episódio causou sintomas suaves, provavelmente os próximos não serão muito diferentes. A frequência de recorrências varia de pessoa para pessoa e a tendência é que diminua ao longo do tempo. Uma das principais causas de reativação do vírus é a exposição direta aos raios ultravioleta do sol.
      

Pródromo

O período pródromo é aquele que anuncia que o vírus está tentando “acordar”. Muitas pessoas irão experimentar sintomas de aviso antes de terem recorrências. Como você pode lembrar, da sessão “Perguntas Frequentes” do site, as sensações que antecedem a recorrências podem variar, como coceira, formigamento, sensação dolorosa na área onde a recorrência irá ocorrer, dentre outras. O pródromo normalmente precede as lesões por um ou dois dias. Durante este período, é melhor presumir que o vírus já está ativo que já existe a possibilidade de transmissão.      


REFERÊNCIAS:
  • American Social Health Associaton - http://www.ashastd.org
  • Centers for Desease Control and Prevention - http://www.cdc.gov
  • WebMD - http://www.webmd.com